
Se eu puder abrir os olhos
No silêncio da manhã
E na janela da minha alma
Ver o sol nascendo!...
Se eu puder ver e sentir
A liberdade dos meus passos
Seguindo em busca da plenitude da vida!...
Se eu puder,
Desnudar corpo e alma
E fazer ver minha verdade
Sem me importar com outras
Pré-estabelecidas!...
Se eu puder,
Gozar a liberdade de ser pássaro
E voar livre...
Ou ser árvore frondosa,
Que acolhe em sua sombra
E alimenta com seu fruto!...
Se eu puder pisar firme na terra
Como se fosse suntuoso tapete,
Sem devastá-la, notando seu cheiro!...
Se eu puder, pés no chão,
Seguir o vôo das borboletas
Enumerando suas cores,
Desenhando no espaço sua trajetória!
Se eu puder acreditar nos meus braços,
Ir a luta sem desistir dos meus sonhos
E mesmo frente ao desencanto,
Ter a certeza que valeu a pena!...
Se eu puder dançar na chuva
E deixar que ela me lave o rosto,
E aqueça minha alma
Fazendo-me sentir criança
Que pisa na poça e chuta a lama!...
Se eu puder seguir vaga-lumes
Sem temer a escuridão,
Olhar ao meu redor e extasiar-me!...
Se eu puder escolher
Entre a pausa e a pressa
E olhar um por -do -sol!...
Se eu puder na calada da noite,
De corpo cansado, mas satisfeita,
Deitar-me sobre o travesseiro,
Sem mágoas ou rancor...
Sentir-me livre... Flutuar!
Se eu puder tudo isso,
Então terei a certeza de que gozo
Da liberdade e consciência plena,
Do meu papel no universo!...
Liberdade!
Mel
17/01/2006
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