Thursday, August 24, 2006

Não Tenha Pressa!


Não tenha pressa,
Não pense que assim a vida se faz...
Tem-se tempo para chorar,
Descubra tempo para sorri!
Tempo... Efêmera ilusão...
Compreenda!... Quanto mais
Corre-se atrás do tempo,
Ele fica para trás...
Na pressa perdemos toda beleza
Que circunda à nossa margem...
Passamos pelas estações
Sem perceber suas mudanças...
Não ouvimos o choro,
Nem o silencio de almas perdidas.
Vemos rostos tristes
E não fazemos o sol se abrir.
Olhamos a ferida,
Mas não fazemos o curativo.
É preciso amadurecer
Antes de ir embora...
Perceber a massa... Os massacrados,
Sentir a mudança das estações
Notar o silencio e entender
Que ele não é tão somente paz... Conflito também!
Busque o sol... Seque lágrimas,
Estampe sorrisos,
Tendo antes passado pelo grito.
Molhe-se na chuva
Sabendo que uma brisa virá...
Carregue fardos... Sinta a leveza ao deixá-lo!
Amadurecer... Medir o peso.
Revelação dos sentimentos...
Descoberta do amor... Pulsar da vida!...
Compreender finalmente,
Que o tesouro que na pressa buscamos,
Está dentro de nós!
Entender o chamado da vida...
Estancar o grito,
Dormi o sono dos anjos certos de que
descobrimos nossa missão...
Fazer felicidade... Doar-se e ser feliz!

Mel

Wednesday, August 16, 2006

EMERGIR



Abatera-se em mim uma dor profunda
Ao ver o mar calmo e silencioso,
Como se sufocasse um grito chamando por mim...
Ecos aos ouvidos... Teimava não obedecer.
Senti o mar como se fosse um grande tapete
E eu caminhava em sua direção,
Como se caminhasse, num caminho sem fim.
O mar parecia-me tão firme,
Tão cheio de vida... Tão cheio de mistérios e eu...
Tão insegura...
Olhei o corpo do mar tão imenso
Quanto o meu desejo...
Tão azul quanto à paz,
Tão verde quanto à esperança... Dualidade perfeita!...
Olhei para mim, nada encontrei.
Nem paz, um pouco de esperança talvez!...
Luz, grito, magia... Novo chamado...
Joguei meu corpo no mar,
Naquele instante me senti,
Apenas uma gota de sangue
Percorrendo seu imenso corpo...
Um respirar profundo... Abri os olhos lentamente
Vi o que me recusava a ver
E meu coração fingia não senti,
Percebi a grandiosidade das pequenas coisas
Reconheci o que deixara para trás...
Um oceano de vida... Lacei,
Abracei a vida... Num desejo incontido
De buscar à minha frente,
Todo tempo perdido... Prossegui,
Banhada pela paz e liberdade
De desvendar todo mistério do mundo
E a magia nele contida!...
Sou ainda uma pequena gota, mas.
Faço a diferença... Sobrevivi!...
Não deixei o mar da vida me engolir...
Emergi!


Mel

Saturday, August 05, 2006

TUDO QUE PENSO EXISTE...2


Tudo que penso existe...
Vi coisas que outros não vêem
Vi duendes, caminhei em nuvens.
Abri portas...
Acrenditei nos sonhos!...
Busquei o que os outros pensam não existir,
Mas, a minha fé... Faz-me ver e sentir.
Tudo que penso existe...
Chamam-me de sonhador,
Acredito ser, feitor da minha fé
Que realiza o que deseja;
Nas asas de borboletas,
No flutuar dos anjos
Que arrastam-me pelos caminhos
Misturando vento e areia... Bússola do tempo
Conduzindo meus dias,
Criando uma possibilidade sonhadora
Que vai de encontro a uma alma límpida!

Corro a beijar estrelas,
Miro a esperança de manter a inocência primeira
que me fez sonhar,
E o mundo tenta me tirar!
Matéria, espaço... Tudo uma ilusão!...
Gente, gnomos, duendes ou um espectro...
Faço a diferença... relacionando-me
A compor uma história,
Que seja a minha... Ou parte da tua!...
Sonho... Lúcida ou louca,
Não ouso pensar em perder a fé,
Em desacreditar... Não hei de importar-me
Com o que os outros não vêem!...
Sei que há bondade, magia e milagres,
E que a força da fé e desejo,
Reverte-se em pó mágico...
Basta-me acreditar!.
E sonhando que me tornei anjo,
Aprendi a ser gente boa,
Pisando em terra firme...
Caminha comigo?.

Mel
01/08/2006