
Abatera-se em mim uma dor profunda
Ao ver o mar calmo e silencioso,
Como se sufocasse um grito chamando por mim...
Ecos aos ouvidos... Teimava não obedecer.
Senti o mar como se fosse um grande tapete
E eu caminhava em sua direção,
Como se caminhasse, num caminho sem fim.
O mar parecia-me tão firme,
Tão cheio de vida... Tão cheio de mistérios e eu...
Tão insegura...
Olhei o corpo do mar tão imenso
Quanto o meu desejo...
Tão azul quanto à paz,
Tão verde quanto à esperança... Dualidade perfeita!...
Olhei para mim, nada encontrei.
Nem paz, um pouco de esperança talvez!...
Luz, grito, magia... Novo chamado...
Joguei meu corpo no mar,
Naquele instante me senti,
Apenas uma gota de sangue
Percorrendo seu imenso corpo...
Um respirar profundo... Abri os olhos lentamente
Vi o que me recusava a ver
E meu coração fingia não senti,
Percebi a grandiosidade das pequenas coisas
Reconheci o que deixara para trás...
Um oceano de vida... Lacei,
Abracei a vida... Num desejo incontido
De buscar à minha frente,
Todo tempo perdido... Prossegui,
Banhada pela paz e liberdade
De desvendar todo mistério do mundo
E a magia nele contida!...
Sou ainda uma pequena gota, mas.
Faço a diferença... Sobrevivi!...
Não deixei o mar da vida me engolir...
Emergi!
Mel
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