Wednesday, September 27, 2006

Já estive na guerra!


Já estive na guerra,
Não na guerra da força,
morte, ou combate!...
Guerra da fome do amor...
Onde nada se constrói,
Onde o tempo de doação não existe,
E o simples olhar de apreciação
Dos sofrimentos ou cantos alheios,
Fogem-nos aos olhos!...
Estive na guerra dos ansiosos
Por riquezas inatingíveis,
Enquanto seu tesouro verdadeiro
Habitava num gesto afetuoso de amor,
Na reciprocidade do afeto...
Estive na guerra,
Quando vi o pouco caso
Que damos as necessidades
Que não são nossas... Ai estava
A destruição da paz desejada!...
Na pobreza dos ricos homens
Que não experimentaram a maravilha
De sustentar o amor doação
Que Deus nos ensinou...
Descobri...
O quanto pobre de espíritos são aqueles
Que não alcançaram um olhar afetuoso,
Vivem em eterna solidão e mesmo
Mergulhados na fortuna,
Continuam pobres!...
Eu vi a guerra matando, justo ai,
Quando me deparei com a solidão
De pessoas que não amam
E nada fazem para serem amadas,
E por ninguém foram desejadas!

Mel
27/09/2006

Só Enquanto Eu Viver!...



Enquanto eu viver
Mande-me as flores
Que o mundo reservou para mim
Enquanto eu viver, sim... Chores por mim
Carregue-me e acompanhe-me...
Enquanto eu viver
Vele-me com orações a Deus
Pela minha saúde,
Pelo meu sorriso,
Por meu êxito...
Enquanto eu viver
Perca noites comigo, mas,
Num jogo de abraços e sorrisos...
Num encontro inesquecível.
Enquanto eu viver...
Leve-me em seus braços
Guie-me a ver o sol nascer
E o esplendor de vê-lo se por!...
Enquanto eu viver,
Mantenha-me em seus pensamentos
E deseje estar comigo
Em todos os acontecimentos.
Enquanto eu viver...
Faça-me sentir o cheiro da terra
E abraçar tudo que brota nela!...
Derrame lágrimas,
Misturadas com sorrisos...
Exponha-se ao sol ou dance na chuva comigo...
Simplesmente me chame de amigo
Nos contrastes do sorrir e chorar
Do cair e levantar
De ver o sol e dançar na chuva
De fazer sorrir e enxugar lágrimas!
Acerta os passos comigo, pois,
Depois da vida só te restará,
Levar-me no esquecimento
Ou guardar em doces lembranças,
Tudo que vivemos juntos!...

Mel
17/09/2006

Friday, September 08, 2006

TRANSPARECER!...


Quisera que fossemos
Espelhos de nossas almas!
Que a nos mirarmos, uns aos outros,
Pudéssemos ver refletir,
A transparência de nosso ser...
Que fitando um olhar,
Pudéssemos enxergar
Uma alma desnuda...
Detectar risos que encobrem mágoas,
Altivez que esconde a fragilidade...
Fragilidade humana sim,
Que traz o medo de expor o brilho da alegria
Que nos enche o peito
Ou a dor que extravasa a alma...
Medo de soltar uma gargalhada,
Por ser censurada...
E chorar baixinho,
Para não se mostrar fraca...
E deixar a sua doçura,
Para não se tornar enjoada!...
Mais sensato seria,
Gritar o que nos sufoca
Deixar cair a mascara
Que nos faz medir euforia
Ou sufocar uma raiva...
Quisera fossemos espelhos
Refletindo visíveis sentimentos...
Claros... Verdadeiros... Transparentes!
Admitir que não somos perfeitos...
Temos coragem e medo;
Já nascemos contaminados
Por convenções pré estabelecidas,
Impedindo-nos de explodir todo nosso ser:
E chorar, sorrir e cantar... Desavergonhados
Cair, erguer ou levantar-se...
Pecar, pedir perdão, perdoar...
Correr riscos... Investir...
Contagiar o mundo, aprender... ensinar
Simplesmente amar!...
E por não aflorar o que realmente somos,
Vivemos sentindo saudades de nós mesmos...
E pensando que assim,
Imitando e copiando comportamentos,
Fizemos-nos fortes... Não,
Tornamos-nos cada vez mais fracos!
Transparecer... Aprender a amar... Aflorar!

Mel
08/09/2006