
Quisera que fossemos
Espelhos de nossas almas!
Que a nos mirarmos, uns aos outros,
Pudéssemos ver refletir,
A transparência de nosso ser...
Que fitando um olhar,
Pudéssemos enxergar
Uma alma desnuda...
Detectar risos que encobrem mágoas,
Altivez que esconde a fragilidade...
Fragilidade humana sim,
Que traz o medo de expor o brilho da alegria
Que nos enche o peito
Ou a dor que extravasa a alma...
Medo de soltar uma gargalhada,
Por ser censurada...
E chorar baixinho,
Para não se mostrar fraca...
E deixar a sua doçura,
Para não se tornar enjoada!...
Mais sensato seria,
Gritar o que nos sufoca
Deixar cair a mascara
Que nos faz medir euforia
Ou sufocar uma raiva...
Quisera fossemos espelhos
Refletindo visíveis sentimentos...
Claros... Verdadeiros... Transparentes!
Admitir que não somos perfeitos...
Temos coragem e medo;
Já nascemos contaminados
Por convenções pré estabelecidas,
Impedindo-nos de explodir todo nosso ser:
E chorar, sorrir e cantar... Desavergonhados
Cair, erguer ou levantar-se...
Pecar, pedir perdão, perdoar...
Correr riscos... Investir...
Contagiar o mundo, aprender... ensinar
Simplesmente amar!...
E por não aflorar o que realmente somos,
Vivemos sentindo saudades de nós mesmos...
E pensando que assim,
Imitando e copiando comportamentos,
Fizemos-nos fortes... Não,
Tornamos-nos cada vez mais fracos!
Transparecer... Aprender a amar... Aflorar!
Mel
08/09/2006
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