Sunday, October 22, 2006

Eu pequei,Senhor!


Eu pequei senhor!
Pequei porque esqueci
De escrever minha própria história...
Fiz-me vítima dos testes que a vida me impôs...
Busquei céus limpos sem nuvens... Tempestades
Temi os desafios, subestimei a força que me destes.
Esqueci a arma da fé e esperança que tudo transforma...
Esqueci de agradecer por cada manhã ensolarada
E pela chuva que descia para amenizar minha alma
Eu pequei, quando não soube,
Transformar as adversidades da vida
Em pura felicidade...
Fiquei fora de mim por diversas vezes,
Quando deveria inclinar-me
Ao aconchego de tua alma!...
Aprender com o fracasso,
Refletir sobre a tristeza do mundo,
Mesmo quando nossa vida
É pura gargalhada.
Aprender a errar,
E começar tudo de novo, sabendo,
Que na crise devemos nos aliar
A irmã sabedoria!...
Eu pequei,
Quando tive medo de viver,
Temi os desafios
E não soube esperar a crise passar...
Eu pequei senhor,
Pois só agora aprendi
Que felicidade é viajar para dentro de mim,
Construir uma vida de tolerância,
Exercitar a paciência,
Edificar a sabedoria,
Pular os obstáculos,
Fazendo germinar a inteligência
E conquistar a felicidade desejada!
Não peco mais, Senhor!...

Mel
22/10/06

Eu quis um dia!...


Eu quis um dia encontrar sabedoria...
Busquei nos livros,
Encontrei-a nas páginas da vida...
Eu quis ser sol, mas só brilhei,
Quando pisei na chuva,
Quando senti o frio
E Escutei a tempestade...
Eu quis voar,
Inventei asas,
Peguei aviões, mas só voei mesmo...
Quando conheci o penhasco...
A queda de quem não quer descer...
Foi ai que senti a necessidade
De levitar a alma e senti finalmente
O que era a liberdade.
Eu quis sonhar... Fechei os olhos, mas,
Só sonhei mesmo ao abrir os olhos
E finquei os pés no chão...
Eu quis iluminar minha casa,
Enchi-a de luzes...
Só vi a clareira quando lavei minha alma...
Dando atenção ao grito
Que alguém lançava..
Eu quis buscar Deus,
Caminhei por diversas estradas,
Numa busca incessante,
Só então descobri que ele já tinha feito
Do meu coração sua morada!...
O frio... A queda, tempestade...
A flor da pele,
O sentido perdido... Agora encontrado!
Processo de criação... Vidas laçadas...
Almas unidas... Igualadas!



Mel
21/10/2006

Thursday, October 12, 2006

Felizes Borboletas!...


Quando somos crianças,
É tão fácil nos tornar adultos...
E só enfiar o pé no sapato do papai
Ou lambuzar-se com o batom da mamãe!
Numa viagem entre o ser e o não ser,
Nas asas das gargalhadas...
Entre o correr e saltitar...
E lá vamos nós... Felizes borboletas!
Transformando a vida,
Numa simplicidade incontida!...
Mas, o tempo passa,
A magia se acaba...
Lindas borboletas perdem as asas!
O pesar da vida,
O passar ligeiro das estações,
As horas iguais parecem mais curtas!
E como é difícil,
Borboleta adulta tirar o sapato,
Limpar o batom e correr descalça,
Largar o uísque, a cerveja gelada.
E na leveza de uma vida ajustada,
Tirar do peito a criança abandonada,
E correr e saltitar,
Deixar para trás as angustias,
Vidas mal resolvidas...
Descansar o fardo
Dividir a gude com filho,
Correr descalça,
Empinar pipas... E se deixar voar...
Sem asas, mas,
Com a leveza da alma!
E na cartola do tempo,
Retirar a criança encarcerada!

Mel
12/10/2006