
Quando somos crianças,
É tão fácil nos tornar adultos...
E só enfiar o pé no sapato do papai
Ou lambuzar-se com o batom da mamãe!
Numa viagem entre o ser e o não ser,
Nas asas das gargalhadas...
Entre o correr e saltitar...
E lá vamos nós... Felizes borboletas!
Transformando a vida,
Numa simplicidade incontida!...
Mas, o tempo passa,
A magia se acaba...
Lindas borboletas perdem as asas!
O pesar da vida,
O passar ligeiro das estações,
As horas iguais parecem mais curtas!
E como é difícil,
Borboleta adulta tirar o sapato,
Limpar o batom e correr descalça,
Largar o uísque, a cerveja gelada.
E na leveza de uma vida ajustada,
Tirar do peito a criança abandonada,
E correr e saltitar,
Deixar para trás as angustias,
Vidas mal resolvidas...
Descansar o fardo
Dividir a gude com filho,
Correr descalça,
Empinar pipas... E se deixar voar...
Sem asas, mas,
Com a leveza da alma!
E na cartola do tempo,
Retirar a criança encarcerada!
Mel
12/10/2006
No comments:
Post a Comment