Saturday, July 28, 2007

SOLTOS!...

Tantos gostariam de voar livre,
Soltos das armadilhas da vida.
Abrir uma passagem
Na linha do horizonte
E ganhar asas
De encontro aos sonhos
Que deixamos para trás...
Soltar-se... Ser bem-te-vi errante
Voando em campos verdejantes,
Sem elos sem nada,
Tendo os olhos como o espelho do mundo.
Um solitário talvez, mas.
Longe do escuro de um quarto
Ou vazio de uma cidade cheia

Caminhar no brilho de nossas vidas,
Ouvindo cantos, cantarolando...
Vivendo,morrendo,ressuscitando...

Reinventar,
Reanimando-se com o ar da liberdade.
Ver as cores mudando
Num inverter constante,
Do claro para o escuro...
Esperar um novo dia
Sentir o cheiro da terra molhada,
Do ar renovado...

Encher o peito,
Certos de que estamos soltos,
Livres das sombras de tristeza...
Reis e rainhas do mundo lá fora!
Voando em direção aos nossos sonhos,
Impossíveis aos olhos de quem nos observam,
Mas, exato... Definido para nós!

Num vôo longínquo,
Que seja ao oceano atlântico,
O pacífico... São Paulo, Minas, Bahia.
Ou quem sabe,
Um pedaço de areia com céu azul!...
Pousar e sentir o coração que se fizera enegrecido
Revertendo-se a cor púrpura,

Ouvindo sinos e enxergando todo brilho,
Sentir o pó da terra
Ou o cristalino das águas,
A roçar nos pés descalços!...
Salvar-se...
Num vôo a passarada, shangrilar.
Ou maxaranguape!...

Mel

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